Ah, e finalmente, o Bebê Pepino! (isso se vc num clicou nas fuças dos bichinhos em desordem), o último personagem que eu criei (em 2004) a ser realmente integrado na saga do ranchinho (e caiu como uma luva).
Se vc conhece, ou já leu a história do Bebê Palmito sabe que essa criaturinha simpática porém irritante só existe porque o palmitinho existe. E ele num é lá muito grato por isso. Na verdade ele tem uma impáfia e antipatia gigante pelo seu irmãozinho do bem, e tudo o que um é o outro é o avesso, como se fosse o 'gêmeo' replicante do Palmito (se considerarmos que eles ganharam vida instantes um após o outro, que nem a Mimosa e o Mamilóide).
O primeiro é calminho, na dele, desprovido de malevolência, não fala, e tem que flutuar pra se locomover... enquanto o segundo é o inferno em pessoa, ops, pepino, honrando suas origens.
Além de tudo isso, o Pepininho não tem poder algum, tudo o que ganhou no momento surreal da sua criação foram perninhas, bracinhos, uma face e a extrema capacidade de encher o saco alheio.
Mas apesar de tudo, ele é
quem tem a personalidade mais compatível com a de uma criança crescendo numa cidadezinha pequena. É o mais refletido no mundo real mesmo, sendo inspirado até por um priminho do cu do judas do interior, o típico caçula que tem por necessidade marcar sua presença, querendo participar de tudo, não importa como.
E é exatamente assim que eu interpreto como o Pepino se impôs... intrometidinho e chutando a porta ...veio por último, mas se faz, pelo menos pra mim, tão importante quanto o resto, e às vezes até mais marcante. E cá entre nós, ela joga bola, empina pipa, taca pedra no rio, zoa a vendinha da esquina e faz todas aquelas coisas legais, que sempre gostamos de fazer.